sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sexta às nove (9)

Sua dose semanal de remédio musical

Apesar dessa música ser de Jorge Drexler, na interpretação dessa dupla ficou mucho buena! Com muita emoção e melancolia, que encaixa bem com a letra e melodia dessa canção.

Atenção para essa introdução do Moska que foi MARA!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Olha o que eu descobri!

Como sabem, estou sempre em coletas na internet, à busca de novos grupos literários - sempre digo que todos deveriam se somar - e de sítios que possam mostrar coisas legais. Descobri esses aqui: http://www.contosfantasticos.com.br/ É uma boa pedida. Deliciem-se

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Um dia de surpresa a mais!



Abri o sítio dia desses e havia uma mensagem de Tati, “há um presente para vocês”, e o presente, muito até do que mais assim, era uma coroação. Foi-lhe dada a quatro votos para escolher quem poderia receber um prêmio que ela também recebeu. É um prêmio de internet, coroado por aqueles que a fazem, tanto em sua essência, quanto no máximo de seu carisma. É esta a arma dos comuns, mostrando que cotidiano se cola de grandiosidade e reflexões de sínteses profundas. Tati Carlotti é uma dessas, capazes de desfazer o cotidiano de seu ar de maior monotonia.
Há vários assim, por aí, escrevendo blogs dos mais distintos e belos, alguns supremos. Nesse jogo de supremos, há aqueles que merecem destaque. Sites como Cronópios, Desconcertos, Confraria do Vento, que se tornam maiores do que blogues e passam a ser portais, merecem esse tipo de concernimento. Há outros, de grupos literários, que se tornam a confluência de bons textos. Os sozinhos, ou de grupos bem restritos, são a declaração de boas análises, de idéias bem destiladas. Aí que entra Tati. Todos aqui sabem o como gosto dos Atalhos urbanos, isso não é de agora. Mas foi de lá que tivemos a constatação de que esse site, um grupo pequeno, pretensiosos e não pretensiosos, sabemos que estamos produzindo algo de bom. Em média, temos 20 leitores diários. Alguns se repetem ao longo da semana. E nos acompanham aqueles que ou se identificam ou que tiveram a luz de vir aqui. E agradeço, em nome do grupo, a vinda para este humilde sítio. Não tenho a pretensão de ser grande – mesmo estando a tentar – como um Bagatelas, ou como o Trema está se tornando agora. Não tenho força motivadora para ser um Cronópios ou Desconcertos ou Confraria. Mas fico inteiramente lisonjeado, intimamente agraciado, fuguralmente lépido com o selo BLOG DE OURO que Tati nos destinou. Não só pelo crivo dela, mas pela certeza de que o mínimo que fazemos está no caminho certo. Para mim, isso é importante demais. Tenho que confessar. Tudo que eu faço, sempre acho que está ruim. Nunca consigo aquela sensação de que o trabalho ficou bom, de que a busca foi completa. Escrever não é só destilar raciocínios, e até então viver. Mas essa vida sempre vem cheia de incompletude, desinformação, incerteza. Só que aí me aparece um selo que nos coroa. Não só porque ela me conhece e nos lê, mas porque ela gosta. E sei que é crítica. E muito crítica. Em reuniões mais informais, ela sempre mostrou astúcia na observância.
Aí surge um outro ponto. Agora tenho que escolher quatro outros blogs que julgo merecerem este mesmo selo. Baseando-me no critério que ela usou, leio frequentemente o Rio Movediço, Atalhos Urbanos, Universo Particular e E o Queijo. Desconcertos é outro que acompanho e Um blog sem conteúdo do Branco Leone também merece minha atenção. Mas prefiro pensar naqueles que buscam a literatura em sua essência, daqueles que querem vingar-se como consagrados ou que estão buscando a notoriedade. Sei que Atalhos – que é voto meu certo – e Rio Movediço – já agraciado com o prêmio – deveriam ser as minhas primeiras escolhas. Desconcertos também já o tem. Eu gostaria de usar o selo como forma de parabenizar os guerrilheiros literários, aqueles que lutam na resistência do tempo e que possuem uma perseverança alimentadora. São bólidos escritores, literatos em essência.

1º. Um blog sem conteúdo do Branco Leone (www.brancoleone.blogspot.com)
2ª. E o Queijo de Marina (www.eoqueijo.blogspot.com)
3ª. Universo Particular da Camila (http://milaariiiba.blogspot.com)
4ª. Trema Literatura (www.tremaliteratura.com)

Primeiro, pela perspicácia de Leone e por seu site para escritores Independentes.
Segundo, Marina tem se mostrado uma escritora em essência. Aprendendo e crescendo. E ta no caminho certo.
Terceiro, Camila é uma esquerdista percebendo os valores do capitalismo. Merece também.
Quarta, um grupo em expansão, uma concentração de feras literárias inimagináveis. Fiquei surpreso com a qualidade do pessoal que está lá.

Para saberem, existem regras:
1o. - os que ganharam o selo, precisam exibi-lo no site, com o link de quem o votou
2o. - O ganhador deve indicar mais quatro outros blogs que merecem tal selo
3o. - Avise aos indicados do prêmio
4o. - Os blogs premiados devem ser conferidos, para ver se passaram o selo.

É uma boa corrente. E que assim se mantenha.

Obrigado pelo voto.

sábado, 1 de agosto de 2009

O meu desenho pictórico


Sei que tem tempo que não escrevo aqui. A eterna desculpa de que há falta de tempo, neste caso, para mim, é uma vertente real. Mas eu estou também com uma outra preocupação, um novo grupo literário. Quando vim com a ideia do Pictorescos, era para, muito aos poucos, vir com um reflexo do que foi o Bagatelas, mas o tom de seriedade e a minha impossibilidade de investimento de tempo nele sei que me fariam fracassar nesse primeiro estágio. Mas o grupo tornou-se firme, conciso, eloqüente e primaz. Nada como me era o Bagatelas. Claro, lá havia a possibilidade de investimento de tempo de Vidal, o cara que nos direcionava. Tentei ser este aqui pro Pictorescos, mas sabia desde o início de que eu não conseguiria sê-lo.
Isso não me fez desanimar em criá-lo. Somos um blog, um grupo, um elo. Há alguns dos colunistas que nunca escreveram, mas que não deixaram de ser Pictorescos. Há outros que ainda não conseguiram entrar, por pura falta de tempo, ou por total incompreensão de como usar o instrumento. Outros, como eu, Cerestino, André, escrevemos um sem fim de palavras. Outros estão vindo, querendo somar, pois se encantam com a ideia de sempre analisar o mundo. A partir de sua visão particular, como testemunha ininterrupta e gladiadora, pela existência diante do bilhão de outras visões que existem no mundo. Somos um grupo, não como blog somente, mas como elemento de percepção de vida e de arte. Isso é que é Pictórico, ou o que eu vejo como Pictórico.
É até por isso que digo que isso aqui nunca vai mudar. Nossa evolução é lenta, sim, mas premente. Viva em sua firme ação de viver. E não quero que se pense que um dia ela limitará sua existência somente naqueles que são presentes hoje, eu estou sempre atrás de colaboradores que queiram, que gostem, e que se tornem firmes agentes de uma ação para olhar o mundo.
Como disse, estou em um novo grupo literário. Uma das remanescentes do Bagatelas, Eloise, está ciceroneando eu e mais alguns – basicamente o grupo literário das oficinas literárias de Antônio Torres na UERJ em 2001/2002 – na clara intenção de se firmar como um grupo de vanguarda e inovador. Chamamo-nos de Trema, como um mostra de que ainda há literatura boa no mercado. Mas não queremos esse aspecto mercadológico, ao mesmo tempo que sim. A literatura não é só um produto, como também o é. A arte é um paradoxo de existência e sobrevivência. Não é de agora que todos os meus bons amigos – e vocês que aqui acompanham – sabem que tenho a clara intenção de me tornar um escritor renomado. Consagrado. Como todos aqueles que eram Bagatelas, ou Paralelos – aliás, que saudade desses caras – ou Cracatua, ou agora Trema. Há muita gente por aí. Mesmo. Há. Mas não importam quantos. Importa que escrevam. Uns muito fodas, outros cavalgando qualidade, dá para se ver. Mas que escrevam. A literatura não morreu. Não morreu mesmo. Porra! Gostaria mesmo de que isso ficasse exposto, até mesmo como uma bandeira minha a favor da arte. Alguns até dizem que o papel com o tempo deixará de ser usado. Não me importo. Isso não significa o fim da literatura.
Nesse novo grupo, www.tremaliteratura.com, estou com uma coluna bem peculiar, em que vou colocar textos com uma leve roupagem diferente daquilo que já escrevi aqui. Como falei, leve. Um leve toque de diferença de linguagem, uma sutileza. Vejo que hoje o cara como escritor não deve se prender a uma única gramática, a uma fórmula, a um pressuposto. A receita literária, tão comum aos estilos migratórios europeus até o século XIX foram capazes de criar belíssimos exemplares de arte, mas que se limitavam àquela receita, a uma formulação. Tanto que se tornou famosa a crítica feita por Oswald de Andrade aos parnasianos quando ao afirmar que não se precisaria criar uma máquina de fazer poemas, pois os Parnasianos já fariam esse papel. Agora, o nosso século XXI possui uma metamorfose da intenção redentora literária ao se criar o mercado da autoajuda. Como professor de literatura que sou, sou a favor da produção e da arte em sua essência, mas como crítico de vida, vejo que os excessos de nosso mundo, esses mesmos que não fizeram perder o rumo de nossa própria vida, deixou-nos fracos a ponto de sempre necessitarmos de barbitúricos – ou até mesmo panaceias escritas – para poder suportar a pressão do dia-a-dia. Alguns tornaram-se viciados em remédios mesmo, em algo que os faça agüentar o ritmo. Outros precisam da literatura de autoajuda, tão eficiente em dar conselhos e palavras de motivação que dão aquela paz de que o coração sempre necessita. E arte é isso mesmo, interpretação de época. E nossa época é de pessoas formadas com a carapuça da força e capacidade, mas enfraquecidas e rachadas por dentro. Ninguém pode demonstrar que é incapaz ou inapto. O mercado exige empreendedores em sua essência. E como vende. Sim, produto, vende muito.
Ano passado, tive a chance de ver algo inédito em nosso mundo literário. Cristóvão Tezza, escritor que cavalgou seu crescimento literário de forma muito lenta, como vários, lançou livros de maneira independente, depois uma editora comprou seus títulos, mas amargou pequenas edições, pouca propaganda e um público que lhe foi fiel ou por causa da amizade, ou mesmo por serem garimpeiros da qualidade. Ele ganhou o prêmio São Paulo de Literatura e se tornou o autor Cult do momento. Ainda bem. Merece. E que aconteça com vários. Espero que também aconteça com meus amigos, com todos eles. Comigo também. Há quatro que vejo que mais cedo ou mais tarde, em não mais do que dez anos, essa explosão vai acontecer: Claudinei Vieira – que expira arte – Nelson Botter – há um tempo que não falo com ele, mas é fera também -, Marcelino Freire – esse já está lá –e Paulo Castro. Paulo é um pugilista, de escrita forte, vivíssima, um fenômeno que precisa sair da cortina de fogo da internet e ir para as prateleiras do sucesso. Ele é bom bagarai. Não é bom demais não, é bom bagarai. Escreve em vários blogs, tem um que é só seu, e está sempre com o teclado nervoso. Como escreve aquele homem. Tanto em Qualidade. Tanto em Quantidade.
Para vocês terem uma ideia de como esse prêmio tem força, Tatiana Levy – se não me engano, do Paralelos – levou o prêmio São Paulo por ser escritora iniciante, também estavam concorrendo Cecília Giannetti, do Paralelos, com o livro Lugares que não conheço, pessoas que nunca vi, Tiago Novaes com Estado Vegetativo, Casa entre vértebras, de Wesley Peres, e Desamores, de Eduardo Baszczyn. Todos escritores iniciantes, todos que merecem ser lidos. Mas qual é o problema de todos esses que iniciam: se não tiverem uma forma de se tornarem notórios, ou pelos atuais recursos de mídia, ou se não forem vítimas de qualquer outra forma de exposição, eles sempre serão pouco lidos, pouco vendidos, ou terão que esperar alguma reviravolta para que se possam tornar notórios. Eles concorrem com uma Humanidade de grandes produções. Tanto de Guy de Maupassant, Eça de Queiroz, Goethe e tantos outros. Lembro de como se fosse hoje quando Marçal Aquino, na época de lançamento em São Paulo da primeira revista Bagatelas, revista de contos nos disse. Mas aí lembro de Antônio Torres – professor em sua essência que é – nos disse em uma de suas oficinas, “Rabisque papel, senhores, e não se importe se vão ler ou não. Pelo menos, você leu”. E com a frase, veio uma de suas gargalhadas peculiares. E eles têm razão. Mas não se pode perder a força, a esperança. (Agora eu poderia colocar um trecho de Augusto Cury, mas nunca o li.)
Por isso, digo que sou a favor de todos os grupos literário que podem aparecer. Gostaria de que esse aqui explodisse ainda mais. De que tantos outros surgissem. Lembro do www.kitnetbabel.com , indicado pelo meu querido amigo Nilovisk, também da Bagatelas. Eles têm publicado pouco, mas os textos que estão lá são ótimos, aconselho muito a leitura. De resto, fica só o desejo de que publiquem. O que lhe é comum, firme e que te deixa vivo, aconselho a escreverem isso. Assim o façam. Assim eu gostaria de que fizessem. Espero lê-los a todos. E que me leem também. Beijos.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sexta às nove (8)

Sua dose semanal de remédio musical.

Semana passada ganhei um novo aluno de violão, um senhor que mora no alto aqui do morro que chama Nildo. Logo nos primeiros momentos da conversa ele deixou explícito aquela delícia de sotaque nordestino. Na aula em meio a técnicas e notas o perguntei sobre seus gostos musicais, e me surpreendi ao ouvir que um senhor já com filhos dizer que gostava de Detonautas! oO

mas a conversa rolou e ele me disse que gosta também de Zé Ramalho e ao comentar essa musica que vc vão ouvir, ele me disse algo simples mas que pra mim veio carregado de significado: "essa musica retrata muito bem o que a gente passa"

Ele não é um geógrafo que estudou as relações sociais e constatou o fato, muito menos é um cara de classe média que admira a musica de um nordestino cheio de talento igual o Zé. Ele SE IDENTIFICOU com a música. Pra ele, Zé Ramalho tratou de realidade vivida. Coisas que ele passa.

Aproveite.

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