domingo, 11 de outubro de 2009

Fim ao romantismo mais balela.


Pois é, venho por meio desta pedir ao Conselho Mundial de Amantes Carentes o fim do Romantismo mais tradicional. Tal pedido se dá, pois vejo que foi o mesmo que trouxe as falsas inspirações da proximidade, o mal da imaginação ao amor maior, e principalmente, o ideal de belo do corpo perfeito.
Gostaria de que tal pedido fosse mesurado, pois nunca fui detentor do mais belo corpo – aliás, eu pareço o negativo do Tim Maia – e depois da falência de vários relacionamentos meus, vejo que o motivo foi exatamente excesso de imaginação de minhas namoradas, da idealização do mundo intransponível do amor sublime. Gostaria por deveras que se sacrificasse o Romantismo, não como um todo, mas o seu aspecto de imaginação prévia. Penso que seja melhor descobrir Romantismo com o tempo do que vivê-lo para depois ser deflagrado pela realidade.
Digo até que todos somos vítimas. Não sabemos mais como agir diante de uma possível amada – hoje traduzida como peguete – por usarmos as armas do Romantismo logo no início da conquista. Sim, somos carinhosos, apaixonamo-nos fácil, nossa paixão também é vítima do tesão, mas a carapuça do Romantismo nos faz trazer expectativas maiores à peguete, outrora amada. E assim se vai mais um relacionamento, datado, perecível, limitado, por mais uma dose de excessos românticos.
Peço o fim, pois eu não sei mais agir de outra maneira. Gostaria de um novo modelo de homem, algo que consiga despertar paixões belas, sublimes, até controláveis, mas arrebatadoras e duradouras. Sabe, algo que extrapolasse a barreira do 1 ano e meio, um relacionamento forte, firme, longevo. Não sei mais como agir para que tenha paz num único possível amor. Não possuo grandes dotes financeiros, por isso não posso apelas para a beleza dos Cartões de Crédito. Sou simples, gosto de samba e uma cervejinha. Sou Macunaíma travestido de Peri, sem tacapes modernos como carro ou roupa bacana. O que me sobra é a lábia, que está desgastada por promessas de paz duradoura, mas que não surtem mais efeito. Por isso, quero o fim do Romantismo, pois não agüento mais chorar pela existência da minha mais eterna bela. Por favor, peço carecidamente que considerem o meu pedido.

(Publicado originalmente em Trema Literatura - www.tremaliteratura.com)

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sexta às nove (18)

Sua dose semanal de remédio musical



Segundo o Lexikon, iDicionário Aulete:

Invenção:
1. Ação ou resultado de inventar, de criar, de engendrar (algo); CRIAÇÃO: a invenção do avião.

2. Habilidade de inventar; CRIATIVIDADE; INVENTIVIDADE

Espontâneo:
1. Que se manifesta de maneira natural, sem premeditação, sem desvios; SINCERO2. Sem artificialismo ou afetação3. Feito sem obrigação, por iniciativa própria

E agora com vocês, o início do Show Invenções Espontâneas de Bobby McFerrin.

Genial, totalmente genial!!!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Declaração de Guerra!



Estou aqui declarando uma guerra ao Cerestino. Eu a estou declarando, na verdade, não contra ele, mas contra a sua volumosa contribuição sobre música aqui. Mais cedo ou mais tarde a seção dele vai passar o volume de crônicas aqui publicadas. Por isso, requisito todos os autores – inclusive o Cerestino – a escreverem mais crônicas, para que estas ainda mantenham a supremacia numérica de publicações, mas sei que há um problema. Enquanto que nossas crônicas – como quase a de todos os autores – vêm de uma situação vivida ou percebida, a música analisada por Cerestino vem de sua experiência como músico e coletor de bons exemplos. Mas estou preocupado, na área destinada a publicações, ele já deixou agendado mais 20 colunas, enquanto que a de crônicas tem só mais cinco. Por isso, estou declarando essa guerra. Não só para haverem muitas colunas de músicas, mas também muitas colunas de crônicas.
Numa tentativa de manter ainda a liderança, em nome da crônica, resolvi escrever essa declaração de guerra em forma de crônica. Coitada, ela que é o artifício de nossa análise sobre o mundo, de nossa perspectiva de vida, sem todos os floreamentos relativos à poesia ou conto, ela que é nossa prima mais próxima, nosso post mais sofisticado, está com medo de ser ultrapassada pelas vaticinais análises de Cerestino e sua firme capacidade de trazer vida a letras antes esquecidas no emjambment das músicas. Sabe quando você vê a tempestade chegando, com todo aquele volume de água, atrás de você nada mais do que um lago, e você na última ponta da superfície, equilibrado entre a tênue linha úmida e seca daquela areia que limita a insistência adolescente das idas e vindas das mais breves ondas, é isso, que eu sinto, que a crônica, como número de publicações, está sentindo. E lá no cerne de nossas colunas, as publicações programadas para virem ao ar, ela sente que não tem muitas chances. Mas se diz, ainda não estou em cheque, mas perdendo os meus peões.
Lá no fundo de nossas mentes cronistas, a crônica se resume, estão vindo os Trezentos de Esparta, mas nossa horda ainda é mais volumosa, nossos lutadores são mais experientes – digam-se velhos – e por isso vocês precisam colocar mais suas vicissitudes no papel. Escrevam com a firmeza de todos os tempos, coloquem seus dígitos a favor do teclado. Digitem-se, pois mais cedo ou mais tarde, Os Trezentos pontos de Cerestino irão nos passar, e aí, vocês, aglomerados de aulas e mestrados e doutorados, não terão a mínima chance com a força descomunal desse Sansão da Música, da percepção e da sensibilidade. Nós, como cronistas, peças da crônica, ficaremos para trás. E aí, nada mais poderá ser feito, a não ser continuar escrevendo timidamente, intimidados por todas as músicas bem colocadas e firmes, deliciosas como geleia de amora, mas incapazes de serem superadas em volume de publicação, pois eles estão tão lá na frente e nós aqui, esquecidos a um segundo plano. Por favor, ajudem-me, Crônica, a me manter na liderança.

domingo, 4 de outubro de 2009

Sivuca & Hermeto

Na garoa dessa tarde
sinto a morte me vir lembrar
que por hoje alegria foi bastante
e a tristeza da noite é par

É fato, hoje me alegrei
ri comigo mesmo
pro meu bem me confessei

Não há chuva que apague
nem trovão que me ponha medo
o Amor chegou e já está em casa
e fez da tristeza engano ledo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sexta às nove (17)

Sua dose semanal de remédio musical.



Si, já fui fã e ainda gosto muito das músicas do Jack Johnson.

E como Better Together é emblemático, nada melhor que postá-la para vós outros.

Inda mais com um adendo latino do Buena Vista Social Club.

Uma coisa tenho de admitir, está estressado? Ouça Jack Johnson!

Aproveite!

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