quarta-feira, 15 de junho de 2011

Eduardo e Mônica

Dias desses, acessando a internet, dei-me de cara com uma chamada de um possível clipe da famosa música narrativa do Legião. Depois de ter visto que era um link patrocinado - algo que me afastaria um pouco - resolvi vencer o preconceito descabido - mesmo sabendo que todo preconceito é descabido - e vi o videozinho. É legal, moderninho, bem bacana, muito bem feito. Cenografia, atuação e fotografia impecáveis. Só ri muito do aplique de cabelo longo que fizeram no garoto, mas muito bom. Confiram e depois digam:

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Segundas de Literatura XXX

Depois de um bom tempo - um bom tempo mesmo - retorno com a coluna de Segundas de Literatura. Quis vir, então, com um peso pesado, alguém fera mesmo. Por isso, apresento a alguns: Bernardo Carvalho.

É muito interessante a pluralidade brasileira atual na literatura. Há muita gente boa escrevendo, muita mesmo, e às vezes fico incomodado como professor de literatura que sou professar os consagrados que hoje estão em manuais de literatura para o ensino médio.

A entrevista a seguir é sobre uma obra encomiástica chamada O FILHO DA MÃE, que ficou em segundo lugar na COPA BRASILEIRA DE LITERATURA. Confiram o teor da obra, que já vale viver a sua descoberta.

domingo, 12 de junho de 2011

Por que não? (ou uma dose pra Domingo)

A última carne do impacto

Veio-lhe em rápido
À galope de queda
Chocar-se em rocha
De construção universitária

De todos os seus vários uns
Rompido!
A se espalhar
Sem fórmica identidade...

Era de si um ser disforme
Apenas em base esquelética
Que se levanta sem disfarce
A chocar a quem o vê!

“Tem forma humana!”, dizem
Exclamam semelhanças
E aos poucos se refaz
Com as sobras carnificadas


“Estão todas ‘livradas’ de mim”, lamenta
Mas seu esqueleto palimpsesto
Incapaz de unir todas as forças
Tremia diante dos moribundos
Que se mexiam chorosos

I – De lá do céu, veio-se um raio
A juntar Órion em homem
Com a força de um martelo
Houve-se de chamar Marcelo

“Hei de me dar nome incomum”
Do mesmo ar que se veio
Deu-se Archie em nosso meio
Eis que surge o primeiro

II – A tremer como forma feminina
Olhos verdes, sinuosa sina
A pensar em todas as crises
Um palimpsesto – faz-se Eloise
Que se soma de mais um si
Trema – perene a ti

III – Há aquele de sangue ao meio
Olhos largos, riso rasteiro
Na guitarra um acorde a dá-los
“Começo-me por chamar de Carlos”
Mas muito se lê em Vinny

IV – Nas faces policísticas
Polimicrocromáticas tijucanas
Subidas-descidas do asfalto-tijolo
Surge o belo de seu rosto
Nasci para incesto-incomodá-los
“Meu nome será Pablo
Só me verão aqueles nas alturas”

V – Da penúltima fórmica face
Há o que se julga
“Reúne a face impura
De neologismos esdrúxulos”
A pensar heroísmos incautos
A viver só pelo átimo
Seu nome será só Márcio
De palimpsesto-Calixto
Que se levanta com dificuldades
De viver só para si

VI – Do esqueleto fortificado
Há o eterno que se existe
Dele em si vieram todos
A ganhar força pela cria

Antônio é a nossa vida
De onde se dá nossa vinda
Se para nós hoje há cores
Eis a nossa fonte,
Antônio Torres

Em esqueleto de eterna cria
Hoje não há um que se Trema
Diante do papel que se borra em tinta
Na última carne fortifica
Sangue de valor lancinante
És o nosso Quixote
Somos o seu Roncinante!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Desembestando

           Sei, parece que abandonei o site, deixando-o à mercê de todos os outros escritores daqui. Por sorte, tê-los manteve o Pictorescos em sua caminhada, mesmo que lenta, ultimamente, mas em caminhada. E logo depois de ter tomado um esporro público de uma de minhas amigas e escritoras aqui do grupo, resolvi colocar as manguinhas de fora e escrever. Não escrever qualquer coisa. Mas escrever, escrever e escrever. 
          Sim, comprometo-me a escrever sempre, pelo menos um texto por semana hei de colocar aqui no nosso site. Sim, comprometo-me a fazê-lo se mexer, até por respeito aos nossos atuais três mil leitores mensais. Sim, comprometo-me a fazer as colunas antigas se mexerem, pois até elas se estagnaram. Sim, comprometo-me a colocar no eixo o Pictorescos. Sou o editor, nunca abri mão desse papel de limitador e ao mesmo tempo capacitador. Sim, digo a todos que também estou à procura de novos escritores. Quero colunistas e mais colunistas. Todos aqueles que estiverem dispostos a escrever pelo menos dois textos por mês, eu estou disposto a aceitar - só mantenho minhas ressalvas para as qualidades. 
           Para quem não sabe, ainda há sonhos a serem realizados com o Pictorescos. Desde o começo, ele é um grupo de estudo, baseado em cima de um blog, mas um grupo de estudo, de observação sobre aquilo que acontece em nosso torno, que se diz respeito à música, literatura e arte como um todo. Com o tempo, tornou-se um ambiente de sutis observações, catapultas de vislumbrações e veemências pessoais. Algo que julguei ser a cara do Pictorescos, aquilo que de maneira ou de outra torna-se uma crônica das mínimas vivências contemporâneas. Um crônica viva, adepta das várias mutações textuais possíveis. 
         A partir de hoje estarei desembestado, colocando tudo aqui que estou escrevendo, mas tudo mesmo, desde as pequenas intervenções nos meus mais íntimos escritos, como também estando a analisar o que estamos a escrever. Eu também estou sem freio, pois andei muito tempo com a roda presa. 

Espero que gostem do novo resultado!!!

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