Sua dose semanal de remédio musical.
Senhoras e senhores... e Calixto.
Com vocês um dos grandes mestres da música. Num show solo. Extremamente solo. Ele e... ele!
Aproveite.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Livros para todos
Livros para todos é um site onde vc pode baixar bons livros. Tem autores clássicos e "semi-lançamentos"
é uma boa pedida!
- Acabei de baixar dois do Karl Marx: O Manifesto Comunista e O Capital.
E para quem procura uma boa leitura cristã, minha dica é o site da Editora Restauração, mas explicitamente para os Livros de Frank Viola [Baixem TODOS]. Seus livros são de uma crítica aguda e relevante, coisa rara no atual mercado gospel ¬¬
abração gente!
é uma boa pedida!
- Acabei de baixar dois do Karl Marx: O Manifesto Comunista e O Capital.
E para quem procura uma boa leitura cristã, minha dica é o site da Editora Restauração, mas explicitamente para os Livros de Frank Viola [Baixem TODOS]. Seus livros são de uma crítica aguda e relevante, coisa rara no atual mercado gospel ¬¬
abração gente!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Bom dia, amor.
A noite cai e não estamos sós.
Uma nuvem sublima,
E sublima também minha paixão.
vai e segue o rumo que lhe é própria
Vai e encontra quem desde sempre lhe era própria
Nada há que impeça
A via é una
E os espaços múltiplos
Daqui são somente morros e florestas,
Estradas e cachoeiras
Pedindo para serem transpostas
Quando chego você já sabe
Me espera, despida da amargura
A tristeza só tem espaço pra fugir
É só nosso tudo o que diz respeito ao amar.
Em poucos gestos e anseios
Temos o que podemos, e fazemos o que queremos
Somos só crianças, querendo se amar
E nos amamos e nos amamos.
Nem o tempo se atreve a passar
Vaidade é não viver perto de você
E ter que despertar para a solidão.
Uma nuvem sublima,
E sublima também minha paixão.
vai e segue o rumo que lhe é própria
Vai e encontra quem desde sempre lhe era própria
Nada há que impeça
A via é una
E os espaços múltiplos
Daqui são somente morros e florestas,
Estradas e cachoeiras
Pedindo para serem transpostas
Quando chego você já sabe
Me espera, despida da amargura
A tristeza só tem espaço pra fugir
É só nosso tudo o que diz respeito ao amar.
Em poucos gestos e anseios
Temos o que podemos, e fazemos o que queremos
Somos só crianças, querendo se amar
E nos amamos e nos amamos.
Nem o tempo se atreve a passar
Vaidade é não viver perto de você
E ter que despertar para a solidão.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Sexta às nove (11)
Sua dose semanal de remédio musical.
Eu sei que sempre que eu falo que o comentário será rápido ele tem umas 15 linhas, então dessa vez vou cumprir minha palavra.
O único comentário para essa música é que toda vez que a ouço sinto como uma faca cega e enferrujada cortar meu coração. Porque essa arte não retratou uma fantasia. E muita gente acha que sim.
Aproveite.
Eu sei que sempre que eu falo que o comentário será rápido ele tem umas 15 linhas, então dessa vez vou cumprir minha palavra.
O único comentário para essa música é que toda vez que a ouço sinto como uma faca cega e enferrujada cortar meu coração. Porque essa arte não retratou uma fantasia. E muita gente acha que sim.
Aproveite.
sábado, 15 de agosto de 2009
Uma carta ao meu irmão do meio
A velhice é redentora. Como vinho que se melhora, digo que a vida também nos faz envilesceire, como vinho, como vilão. E tenho que dizer, sempre fui o vilão de três. Como mais velho, até o mais forte, não de fortura, mas de gordo, gordura, fui o vilão dos outros que eram mais jovens. Mas eu sempre tive um problema com meu irmão do meio. Por ser o mais velho, achava que meus pais eram só meus,e que a petulância deles em colocar mais um no mundo deveria ser castigada. Não neles. Mas no novo. Por isso, durante anos, tive um certo quê de problema com meu irmão do meio. Não com o mais novo, por ter sido inquirido a ajudar na criação dele, logo o via como um filho de muito próximo. Não tinha problemas com o mais novo, o Riquinho, meu problema era o Fabinho.
Era. E hoje, ele prestes a casar, como sei que vai ser pai de um sobrinho, terei o prazer de ser tio em essência, e não por proximidade. Como me preocupa. Não o tenho tirado de minha cabeça. Passa dia e noite, choro por ele, gostaria de saber o que se passa, como andam as coisas, me diga, por favor, me diga, do que você precisa? Sou subliminar, não mostro tudo o que sinto, com claro medo de ser pedante, mas acho até que ele percebe o como ando pensando nele. Gostaria mesmo de que ele me dissesse todas as suas aflições, confidenciar aflições é mostrar o lado mais digno da humanidade. Sabe, cara, nossa distância tem me feito tão mal. Eu meio que me sinto ruim por ter ido para longe. Mas você sabe, agora sou pai, sou marido, minhas vontades passam pelo crivo de meu novo conflito, de minha nova escolha. Eu as amo, pode ter certeza disso, mas não sou mais dono total de mim. Lá no fundo, não que me arrependa, mas como eu gostaria de estar por aí só para te ver sair e voltar, só para dizer desculpa por cada soco que eu te dei, por cada chute sem motivo, por cada maldade que me alimentava de força. Eu era forte na mesquinhez da opressão da força. Fortura. Hoje é bem capaz de você me ganhar, pois estou velho.
Tudo bem, não estou carcomido pelo tempo, mas não sou mais aquilo. E digo, hoje, nesse seu aniversário, quero te parabenizar pelo quão adulto você se tornou, em seu terno, em seu O Livro, em seu tudos e tudos, em sua esposa, em suas convicções. Algumas me parecem utópicas, mas elas são firmes, convictas, dignas do respeito que eu sempre deveria ter tido. Você foi o cara que não teve coragem de me revidar o soco, de me mostrar toda vez que eu chegava bêbado ou demasiadamente fora de mim, em todos os meus excessos, você soube ser chão. Também quero te parabenizar, hoje, por seu chá de panela. Nesse nosso novo mundo, modernos que são, os chás de panela não são mais um exclusividade feminina. Não se recebem mais as panelas, mas os amigos, os próximos, os que fazem sorrir. Chá de panela não é para ver a marca das conquistas na breve festa, mas é o princípio da lembrança de um casal que se fornece de paz na vida a dois, e te digo com o leve quê de experiência que tenho, todos sabem que não sou casado, sempre disse que casamento não se dignifica numa festa e que as testemunhas são apenas fetiche de um mundo de papéis. Nossa testemunha maior é o nosso sentimento. Você está indo pelas festas, mas pelo breve do que li de ti, ao olhar, ao retrucar – você sempre falou muito baixo, como se comesse som – sei que teu caminho é de semelhança conjugal. Não vou negar que não a conheço bem – ela fala tão baixo quanto você, mas é mais econômica ainda – porém, conquista de irmão é naturalmente conquista coletiva. Família que tem muita gente sofre e sente como se fossem todos um. É isso que me passa agora. Como um, até primeiro, mas um que se comunga de vários, tua conquista é tanto minha, quanto de Riquinho, quanto de Papai, quanto de Mamãe, de Vivian, Sofia, Meio-quilo(nosso poodle) e de todo o mundo que está para ser parido daqui para frente. Chegou a nossa vez de sermos velhos. De rir de piada ruim, de brincadeira sem sentido, entrar para a Confraria dos Tios Babacas – e fazer a velha piada do pavê – mas isso não é caminho de uma vida que se vinga sem brilho – isso é a chance de poder ter a mesma paz de espírito em tudo aquilo que é pequeno.
E toque teu barco, pois a vida é garrafa de vinho, é saudade de foto, é um fim de semana chato com os parentes, mas que aos poucos, e muito aos poucos, vamos ver como a Nostalgia – a doença da lembrança – é mais firme com aqueles que envelhecem. E ela deixa o coração frouxo, calmo, sutil, de olhos fracos, braços fortes para o aperto, dedos doces para o afago, carteira aberta para o melhor presente. Apenas digo que a vida só começa quando temos a chance de duelar com ela. Agora é tua vez. Mas saiba que no canto do ringue não estarão somente aqueles que a lutam contigo, ou contra você, do outro lado das cordas estarei eu, e mais quem se digne a isso. Termino essa carta apenas mostrando que passado de criança fica no contraste daquelas antigas intenções. Agora eu sou outro, sou teu irmão. Feliz Aniversário. Feliz Casamento.
Beijos para ti,
Do seu irmão,
M.
Era. E hoje, ele prestes a casar, como sei que vai ser pai de um sobrinho, terei o prazer de ser tio em essência, e não por proximidade. Como me preocupa. Não o tenho tirado de minha cabeça. Passa dia e noite, choro por ele, gostaria de saber o que se passa, como andam as coisas, me diga, por favor, me diga, do que você precisa? Sou subliminar, não mostro tudo o que sinto, com claro medo de ser pedante, mas acho até que ele percebe o como ando pensando nele. Gostaria mesmo de que ele me dissesse todas as suas aflições, confidenciar aflições é mostrar o lado mais digno da humanidade. Sabe, cara, nossa distância tem me feito tão mal. Eu meio que me sinto ruim por ter ido para longe. Mas você sabe, agora sou pai, sou marido, minhas vontades passam pelo crivo de meu novo conflito, de minha nova escolha. Eu as amo, pode ter certeza disso, mas não sou mais dono total de mim. Lá no fundo, não que me arrependa, mas como eu gostaria de estar por aí só para te ver sair e voltar, só para dizer desculpa por cada soco que eu te dei, por cada chute sem motivo, por cada maldade que me alimentava de força. Eu era forte na mesquinhez da opressão da força. Fortura. Hoje é bem capaz de você me ganhar, pois estou velho.
Tudo bem, não estou carcomido pelo tempo, mas não sou mais aquilo. E digo, hoje, nesse seu aniversário, quero te parabenizar pelo quão adulto você se tornou, em seu terno, em seu O Livro, em seu tudos e tudos, em sua esposa, em suas convicções. Algumas me parecem utópicas, mas elas são firmes, convictas, dignas do respeito que eu sempre deveria ter tido. Você foi o cara que não teve coragem de me revidar o soco, de me mostrar toda vez que eu chegava bêbado ou demasiadamente fora de mim, em todos os meus excessos, você soube ser chão. Também quero te parabenizar, hoje, por seu chá de panela. Nesse nosso novo mundo, modernos que são, os chás de panela não são mais um exclusividade feminina. Não se recebem mais as panelas, mas os amigos, os próximos, os que fazem sorrir. Chá de panela não é para ver a marca das conquistas na breve festa, mas é o princípio da lembrança de um casal que se fornece de paz na vida a dois, e te digo com o leve quê de experiência que tenho, todos sabem que não sou casado, sempre disse que casamento não se dignifica numa festa e que as testemunhas são apenas fetiche de um mundo de papéis. Nossa testemunha maior é o nosso sentimento. Você está indo pelas festas, mas pelo breve do que li de ti, ao olhar, ao retrucar – você sempre falou muito baixo, como se comesse som – sei que teu caminho é de semelhança conjugal. Não vou negar que não a conheço bem – ela fala tão baixo quanto você, mas é mais econômica ainda – porém, conquista de irmão é naturalmente conquista coletiva. Família que tem muita gente sofre e sente como se fossem todos um. É isso que me passa agora. Como um, até primeiro, mas um que se comunga de vários, tua conquista é tanto minha, quanto de Riquinho, quanto de Papai, quanto de Mamãe, de Vivian, Sofia, Meio-quilo(nosso poodle) e de todo o mundo que está para ser parido daqui para frente. Chegou a nossa vez de sermos velhos. De rir de piada ruim, de brincadeira sem sentido, entrar para a Confraria dos Tios Babacas – e fazer a velha piada do pavê – mas isso não é caminho de uma vida que se vinga sem brilho – isso é a chance de poder ter a mesma paz de espírito em tudo aquilo que é pequeno.
E toque teu barco, pois a vida é garrafa de vinho, é saudade de foto, é um fim de semana chato com os parentes, mas que aos poucos, e muito aos poucos, vamos ver como a Nostalgia – a doença da lembrança – é mais firme com aqueles que envelhecem. E ela deixa o coração frouxo, calmo, sutil, de olhos fracos, braços fortes para o aperto, dedos doces para o afago, carteira aberta para o melhor presente. Apenas digo que a vida só começa quando temos a chance de duelar com ela. Agora é tua vez. Mas saiba que no canto do ringue não estarão somente aqueles que a lutam contigo, ou contra você, do outro lado das cordas estarei eu, e mais quem se digne a isso. Termino essa carta apenas mostrando que passado de criança fica no contraste daquelas antigas intenções. Agora eu sou outro, sou teu irmão. Feliz Aniversário. Feliz Casamento.
Beijos para ti,
Do seu irmão,
M.
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