Esse link abaixo fez referências a um de nossos textos aqui.
Deem aquela curtida!!
http://www.loftgest.com/albcometas/Reportagens26.htm
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
domingo, 27 de novembro de 2011
A opressão dos comentários.
Está
aí a ditadura da era moderna. Aquela que é comandada pelas forças invisíveis
dos novos valores sociais, organizacionais, da nova maneira de se dispor no
mundo. E para aquele que tem um blog, um site, ou qualquer outra forma de
exposição ao mundo virtual, lá está ele como um link demoníaco que faz sofrer,
oprimir, questionar, medir, avaliar, enfim, deixar exposto, ou como um troféu
social, ou como um maldito declarante de inutilidade.
Esse
é o papel dos comentários. Quem se expõe à rede sabe do que estou falando. Uma
das formas mais fáceis de medir a qualidade do que demonstra é através deles.
Os comentários estão aí como uma forma de medição, de percepção, como um ibope
velado e maldito do que você coloca por aí. E é horrível ficar à expectativa de
que algum apareça, de que lá embaixo o que está em Zero, chegue a pelo menos
Um, Dois, ou quem sabe, Doze. Para blogs comuns, sem grandes apelos e com
público restrito como este em que escrevo, chegar a sete comentários já é a
glória, passar de uma dezena é o sucesso inimaginável. Impensável é um dia
chegar a trinta, quarenta, ou até uma centena como acontece com os sites de
grande popularidade. Mas se medir pela quantidade de acesso e dividir pela
quantidade de comentários, verá que quanto maior o sucesso, menor é o retorno,
em porcentuais.
Durante
muito tempo eu me mentia. Dizia que o que publicava apenas não era digno de
comentário, que poucos ou até mesmo nenhum iria se dispor às vezes a comentar,
ficaria no anonimato da opinião, não esganiçaria uma possibilidade de
conversação, de conselho, não só de retorno, mas de um bom bate papo. Esse é o
papel dos comentários que vejo acontecer nesse blog. Além de virem de pessoas
próximas, não vêm só pra elogiar ou criticar, mas sim para ampliar, aumentar o
que está exposto. Em sites de grande retorno, os comentários – ou melhor, o seu
espaço – são destinados a elogios ou autopromoções, gente que faz propaganda de
si mesma ou de seus preconceitos. Graças a Deus, essas pessoas aqui não vêm. Mas
não vou mais mentir, é tão bom quando se vê apenas um só, um que seja, ali
embaixo, como um troféu de consolo ou como o troféu, campeonato entre Eu, Eu
Mesmo e Irene, e mais ninguém, aquela rusga de si contra si, esperando
resultado positivo.
No intuito de medir, uma vez, usei do discurso do professor desmotivado e criei um
poema extremamente violento em homenagem ao dia dos professores. Joguei-o aqui
no site, na minha coluna do Trema e no Recanto das Letras. Aliás, como é fácil
encontrar egocentrismos em pedestal de gesso neste site. Não nego que o poema não traduz a minha
constância com o universo da sala de aula, não me ponho como um frustrado que
se vê incapacitado de dar aula, por causa do marasmo e da inanição intelectual
dos meus alunos. Não nego, também, que dar aula no município me requer um
esforço dobrado, primeiro para contê-los – algo que nunca imaginei passar em
sala de aula – e segundo para conseguir dar a aula, mostrar que o conhecimento
é válido, tal tal tal. Aqui, por ter um público de origem religiosa, sei que
choquei. No Trema, os comentários foram para lá de efusivos; no Recanto, alguns
até se dispuseram a ler, outros a rezar por mim, ou seja, a fonte do público
leu da maneira que bem entendesse, Mas em nenhum em cheguei ao resultado que
esperava.
Porém,
dizer-me que não me ponho atrás de que um comentário venha, é pura mentira
minha. Seria até leviano, mesquinho, me colocar num pedestal qualquer dizendo
que não me contorço quando não vem e fico à espreita da espera. Acho que todos
são assim. Estou, por fim, à espera do que vocês pensam. Está aberta a
temporada de observação da quantidade de comentários que esse texto vai surtir.
Vamos ver! Beijos a todos.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Dimensão
Agora a pouco, minha esposa, Você não precisa ser ciumento assim, por isso te conto tudo, e
fiquei pensando, sou mesmo ciumento?
Digo, sou sim. Mas por ser introspectivo, caladão quando posso, nunca fui de externar e foi com as palavras dela que cheguei à mesma conclusão. Sou um ciumento convicto, capaz agora de poder afirmar que este traço de minha personalidade está aqui, bem diante de mim, dedo em riste, Você o é, Sim, o sou, por que não?
Digo, sou sim. Mas por ser introspectivo, caladão quando posso, nunca fui de externar e foi com as palavras dela que cheguei à mesma conclusão. Sou um ciumento convicto, capaz agora de poder afirmar que este traço de minha personalidade está aqui, bem diante de mim, dedo em riste, Você o é, Sim, o sou, por que não?
O ciúme é a porta aberta para a doença, para a convicção da incapacidade de
autocontrole, para a clarividência das fraquezas, para o argumento incrédulo,
para a irracional demonstração de necessidade de preenchimento. O ciumento é um
eterno carente, que na proximidade da completude, da carência em extinção, se
desespera, se pronuncia com medo, fica armado para uma batalha que não existe.
Cria batalhas que o põem em xeque, Por
que isso tudo?, ela diz, Porque te
amo, quero te proteger desses que só pensam em te usar, digo, Você é assim com a outras?, Não, elas não me
interessam, a única coisa que me vale é você, mas aí já está a discussão,
ela se cala com o medo de um dia você pensar em cometer crimes passionais, tão
lindos nas estórias, tão inconsequente na realidade.
Você sabe que odeio armas, numa outra tentativa desesperada. Argumento, O meu problema é autoestima, você é muito gata, todos te querem, Mas eu não, e me vem a banda no dois pés, caio sentadinho sentadinho. Ela me estica a mão, me limpa, nenhuma poeira, por que será que me detém assim?
Você sabe que odeio armas, numa outra tentativa desesperada. Argumento, O meu problema é autoestima, você é muito gata, todos te querem, Mas eu não, e me vem a banda no dois pés, caio sentadinho sentadinho. Ela me estica a mão, me limpa, nenhuma poeira, por que será que me detém assim?
Meu
ciúme é meu espelho, meu demonstrativo de humanidade. Não quero que ela pense
que sou um doente derrotado nas mãos dela, mas que sou um eterno grato por
tê-la comigo. Entenda, eu que nunca tive ciúme de ninguém, agora passo a tê-lo,
será que isso não é bonito?
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Rabisco
Estive durante
muito tempo pensando em voltar a escrever crônicas semanalmente. É possível? É,
dentro do que se considera possível. O
problema se reside na maneira como terei que me dispor e abrir mão da certeza
de que tenho ultimamente: o fim do meu primeiro romance.
Sei que já andei
escrevendo sobre ele aqui para o site. Alguns até dizem que ando me repetindo
ao ser tão metalinguístico em minhas análises, atuando apenas para o campo das
possibilidades de escrita do que para a escrita propriamente dita. Concordo,
até certo ponto, porém não nego que gosto muito dessa realidade de escrever, da
sensação que precede a escrita. Cresci, por bem, lendo autores que tinham como
marca a sensação da descoberta da letra, e não da letra em si, afirmada e
encontrada, casada em frases. Mas daquela se vem da percepção, do sentimento de
encontro com tal. Vejo que a literatura não é o encontro; é a sensação de
espera por tal. Sabe aquela expectativa antes do beijo – que em alguns casos é
muito melhor do que o beijo.
Uma situação que
me ocorre sempre é estar diante da tela, prompt piscando, exigindo, aí me vem
os versos de Drummond, Passei uma hora /
Pensando num verso / Que a pena não quer escrever/ Porém, ele está cá dentro /
Inquieto, vivo / Ele está cá dentro/E não quer sair, e ainda digo que vem
na voz de Belchior, que há algum tempo musicou trinta e um versos do mestre,
cada versão mais primorosa do que a outra. Lindo. Lindos. A literatura é a
sensação e venho-a curtindo tanto, mas tanto, que estou conseguindo escrever um
romance.
Acho que foi esse
o problema com o primeiro. Epopeia Insignificante – que muitos podem acessá-lo
aqui pelos marcadores do blog – me custou muito. A sensação de escrevê-lo
partia mais da responsabilidade do que prazer. Algo que está diferente com esse
atual, que resolvi guardar todos os detalhes para mim antes de mostrar a todos.
Para alguns eu até já falei, mas não cheguei a descrevê-lo em seus pormenores,
por um detalhe bem simples: eles não existem. O ritmo da escrita está se
definindo por ele próprio, cada parágrafo não sabe que será parágrafo; cada
linha não muito menos se conhece. Isso é que está sendo ótimo. Não tenho
domínio sobre o texto, apesar de pensá-lo, imaginar até onde quero chegar,
definir roteiro, literatice, mas para cada pensamento há algo mais vivo, maior.
Num primeiro momento até pensei, Não sou
capaz de escrever, pois tudo que penso se perde, essa entidade chamada
Literatura não aceita o que quero, ela tem pena de mim, por isso escreve por
mim, dessa maneira eu estou chegando a um livro. Esse foi o meu maior sonho
durante muito tempo.
Hoje o meu maior
sonho e continuar escrevendo, ou estar diante da sensação da escrita. Às vezes,
trânsito, penso num poema que nunca escreverei, mas lá está, sendo pensado,
digerido, raciocínio, uma rima, vou tirar essa rima, e não anoto. Nada. Alguns
até decoro e uso num texto ou outro, certo de que ele está entrando ali porque
o texto quer, não imposição.
Chego ao fim
dessa crônica não pelo intuito de escrevê-la, mas porque assim ela quis. É só o
ato do rabisco, mas sem papel, digitação. Um gosto eterno pelo prazer do
pensamento.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Dias Felizes
“Por que eu ainda insisto nessa p... de profissão” teria dito Chico Buarque a Caetano – ele que “é lindo” ... “ou não”, além de ser o rei do falsete – depois de ter desafinado um agudo num dueto. Pelo menos assim me havia contato um amigo querido quer também fora meu professor de Geografia...
Em dias como os de hoje é impossível não lembrar essa história e somar à outra de uma antiga ficante da faculdade que dizia que queria ser a Sheila do Caverna do Dragão e, por vezes, sumir com a providencial ajuda de uma capa – incrível como aprendemos e lembramos de mulheres enquanto somos importunados e elas põem à prova nossa sanidade.
Seja como for, eu devo ser daqueles tipinhos barrocos mesmo. Como alguém tão tímido e que quase sempre adoraria ser “uma mosquinha” ou também, como “as Sheilas”, ficar invisível busca tanto ser notado? Falar em público. Tocar para ser ouvido ... “onde fui amarrar minha égua?": pensamento preponderante de dias como os de hoje!
Fazer o que? Torcer para que dias felizes comecem com boas notícias. A de hoje foi linda. Cor-de-rosa! Dobrar a aposta (...”onde fui amarrar minha égua?” ... de novo!) e assumir minhas palavras e meus acordes.
Então, que eu tenha – e todos vocês também – dias felizes!
Em dias como os de hoje é impossível não lembrar essa história e somar à outra de uma antiga ficante da faculdade que dizia que queria ser a Sheila do Caverna do Dragão e, por vezes, sumir com a providencial ajuda de uma capa – incrível como aprendemos e lembramos de mulheres enquanto somos importunados e elas põem à prova nossa sanidade.
Seja como for, eu devo ser daqueles tipinhos barrocos mesmo. Como alguém tão tímido e que quase sempre adoraria ser “uma mosquinha” ou também, como “as Sheilas”, ficar invisível busca tanto ser notado? Falar em público. Tocar para ser ouvido ... “onde fui amarrar minha égua?": pensamento preponderante de dias como os de hoje!
Fazer o que? Torcer para que dias felizes comecem com boas notícias. A de hoje foi linda. Cor-de-rosa! Dobrar a aposta (...”onde fui amarrar minha égua?” ... de novo!) e assumir minhas palavras e meus acordes.
Então, que eu tenha – e todos vocês também – dias felizes!
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