terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Relíquia das coincidências

Já me disseram que coincidências não existem. Mas se elas não existissem mesmo, então para quê inventaram uma palavra que as substantivasse? O certo, porém, é que elas estão aí para as provas dos céticos e dos descrentes. Não vou negar, até certo tempo atrás, eu também não acreditava, por achar que era mera consideração medievalista ainda persistente em nossa época, como ainda há várias. Só que de 15 anos para cá tenho me tornado vítima delas.

A primeira, e a mais veemente dela, aconteceu na minha adolescência, quando junto a um amigo descobri nossa intenção pela escrita. Esse amigo Chico Torres era músico e passamos pelas músicas e quadrinhos e foi aí que surgiu a tal. Escrevemos um texto chamado Sarcantus que deu samba. Escrevemos muito e por sorte de um outro amigo de escola, a história foi quadrinizada. Mas o detalhe de coincidência: morávamos na Ilha do Governador e já na faculdade, em que também estávamos juntos, fui morar na Tijuca, pois meus pais queriam desilhar a mim e meus irmãos. Fomos parar num prédio chamado Sarcanthus e ao lado há outro dois prédios com os nomes de nossas ex-namoradas da época em que escrevemos. Para melhorar, o apartamento em que fui morar era o de mesmo número do apartamento do personagem na história. Coincidência das boas.

Outra: em época de Orkut conheci um cara com o mesmo nome que eu, na comunidade com o nome da Família. Para melhorar, nascemos na mesma data. É aí que reside a coincidência, encontrar homônimos não é algo tão coincidente, mas homonatalinos homônimos é coincidência de memória. Coisas que só o Orkut pode proporcionar.

A mais recente, porém, é um tanto desagradável. Meu sogro quase faleceu quando comigo. Fui correndo ao hospital levá-lo, mas ele se recupera. Dois dias depois, mesma situação, enteada de um tio de minha esposa, nem 30 tinha, tem parada cardíaca, mas falece agora dia 23 de fevereiro. Uma fatalidade. Porém, a coincidência, já de macabra em seu início: meu texto Epopeia estava estocado na parte de quase falecimento do personagem principal, mas por ser principal ainda ao início da trama óbvio que não morreria. Só que eu não tinha luz de como dar continuidade ao texto, tanto que movia pesquisas na internet e no House (um senhor seriado) para fluir mais palavras. Macabramente agora elas existem, coincidência simplista, mas o que aconteceu no meu texto, escrito no fim de Dezembro de 08 a Janeiro de 09, confirmou-se de forma peculiar em meu sogro e na enteada. Fatalidades da vida, mas que nos tomam de assalto.

En las brujas yo no creo, pero que las hay, las hay. Bem, eu também não acreditava nas coincidências, mas agora que me perseguem...

2 comentários:

°°mila°° disse...

Confesso que descreio das coincidencias, será que este quadro se reverterá assim como você CAlixto? Ah não. MAs nunca notei nenhuma coincidencia mto relevante em minha curta vida.
GRande beijo.

Márcio Calixto disse...

As minhas começaram quando eu tinha por volta de sua idade. Como há ainda muito tempo para ser vivido, pode ser que algo lhe apareça.

boa sorte,
e quem sabe, bem vindo a este mundo!!!

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