terça-feira, 9 de março de 2010

Segundas de Literatura XVIII

Chega a ser utópico
Um sonho
Quase uma intervenção divina
inimaginável

Mas, sim, é ele!
Um dos nossos pais!
Um de todos os vários!

Disse não ter filhos

Quem te disse que não?
Quem te disse que não?!
Me responda!

Mesmo que seja num sonho
Não precisa ser um epifânico
Diga-me quem te disse não ter filhos...

Talvez não os haja das pernas
Mas todos eles existem do coração!



Oi pai... MANUEL BANDEIRA!!!

3 comentários:

Cerestino disse...

De Manuel Bandeira só conhecia o nome e seu: "vou embora pra pasárgada, lá sou amigo do rei."

Segundas de Literatura é obrigatório, minha gente!

obrigado pela exímia seleção, Calixto.

PS: menos o Dan Brown, que é um surtado!

Puxar é com X ! disse...

Ahhh Bandeira...
Há muito tempo me apaixonei pela poesia do cara. E esse curta me mostrou coisas novas. Será que ficarei um coroa assim?hehe.
Além disso, tenho que agradecer. Apesar de estar mergulahdo no mundo da poesia ( tanto como leitor como "poeta"), tinha me esquecido o quão belo é ouvir um poema declamado!

Esse momento é pra vida toda!

Márcio Calixto disse...

O que me surpreendeu foi a simplicidade de vida do cara. Houve uma vez em que entrei naquele condomínio em Copacabana, na casa da tia de um amigo. São pequenos apartamentos, conjugadões, cheios de putas e outros tipos de pessoas. Essa tia em especial não é puta, apenas uma apaixonada por Copacabana, mas pobre. Quando vi o curta - primeiro na sorte de tÊ-lo achado - fiquei bobo. Eu sabia que o universo preferido de Bandeira era a vida baixa, meretrício mesmo - reza a lenda até de que ele foi o portador da carteirinha 01 de sócio honorário da Vila Mimosa, nunca consegui confirmar essa - mas aquela cena dele fazendo um preparado num fogão antigo eu achei para lá de linda. É toda a simplicidade que ele promovia em seus poemas. Me fez lembrar até um outro poema, o de Gullar, em que afirma que o poeta quer pão para o dia a dia. Lindo isso!

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