segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dias Felizes

“Por que eu ainda insisto nessa p... de profissão” teria dito Chico Buarque a Caetano – ele que “é lindo” ... “ou não”, além de ser o rei do falsete – depois de ter desafinado um agudo num dueto. Pelo menos assim me havia contato um amigo querido quer também fora meu professor de Geografia...

Em dias como os de hoje é impossível não lembrar essa história e somar à outra de uma antiga ficante da faculdade que dizia que queria ser a Sheila do Caverna do Dragão e, por vezes, sumir com a providencial ajuda de uma capa – incrível como aprendemos e lembramos de mulheres enquanto somos importunados e elas põem à prova nossa sanidade.

Seja como for, eu devo ser daqueles tipinhos barrocos mesmo. Como alguém tão tímido e que quase sempre adoraria ser “uma mosquinha” ou também, como “as Sheilas”, ficar invisível busca tanto ser notado? Falar em público. Tocar para ser ouvido ... “onde fui amarrar minha égua?": pensamento preponderante de dias como os de hoje!

Fazer o que? Torcer para que dias felizes comecem com boas notícias. A de hoje foi linda. Cor-de-rosa! Dobrar a aposta (...”onde fui amarrar minha égua?” ... de novo!) e assumir minhas palavras e meus acordes.
Então, que eu tenha – e todos vocês também – dias felizes!

Um comentário:

Márcio Calixto disse...

projeto - a reclusão não é fruto intermitente de uma doença, mas de um certame, uma incompatibilidade de gênero com o mundo, que não nos nega a possibilidade de existir, e nesse caso, assim o queremos. Que na reclusão se faça a arte, que na exposição haja leves incompletudes!

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