sábado, 23 de maio de 2009

Todo esfíncter é rei



Frase comedida em entrada de prédio, é o que penso, toda vez em que me dirijo pra casa. Não adianta recuar, pedir arrego e fazer o que bem quiser – até jura – mas todo esfíncter tem vida própria. E sarcástico como é, avisa antes sem total discrição que vai conseguir o que quer. E parece que o safado gosta mesmo é de elevador, quando este sobe, ele se atiça.
E na verdade, ele se atiça por qualquer coisa que sobe. Quando então percebe subida, parece querer mostrar para o que veio. E é isso, se cresce pressão na frente, ele avisa que vai jorrar; se cresce atrás, arreia de medo e demonstra a força de sua existência. Nos últimos anos, porém, sempre vi que a força do esfíncter de alguns se firma quando se vê o crescimento por aí. O esfíncter é dotado de uma frustrante intenção de medo que duela com a capacidade de controle daquele que julga ser dono deste. Esfíncter manda, e ponto final.
O problema mesmo reside quando se está com o esfíncter na reta. Ele se recua, olhando o fundo da situação, e solta o que tiver de arma para se defender. É aí que se joga sujo, ao deixar o ambiente tenso. Tenso, pois os vários detentores estão buscando um culpado para quem dirimir aquela nuvem de baixo astral. A isso chamo de vento: denso, pesado, forte, pestilento, sorumbático, em miúdos, desnecessário. Mas vai dizer isso pro esfíncter que liberou a bufa. Ele não respeita ambiente, classe social ou momento. Libera, libera-se, coordena, impulsiona as vertentes das escolhas daquele que se sente pressionado, em tantos, faz o mundo perceber que ele ali está pra comandar. E como mesmo disse, ele entra em ação quando percebe o perigo ao seu redor, atiçando a si mesmo quando vê escalada de crescimento.
Mas a fisiologia é fantástica. Ensina a quem tem capacidade de ver. O ambiente é livre, democrático, e nem um pouco opressor. Mesmo o ânus, oprimido por arranha-céus de nádegas gigantescas, tem seu espaço garantido. Por isso é que vale o ensinamento: um esfíncter sozinho não tem a mesma capacidade do que esfíncteres unidos. E quanto mais há juntos, mais eles podem fazer entre si. Percebi isso esse fim de semana, quando fiquei até zonzo de tanta capacidade esfincteriana. E foi a união que conseguiu unir tantos e fazer aqueles ali rirem, mesmo depois de horas de viagem, tanto na sala de um quanto no carro do outro, nádegas sentadas e raciocínios a mais de mil. Foi o esfíncter, mais uma vez, o único capaz de comandar a festa. E haja fogos de tanta conquista.

3 comentários:

°°mila°° disse...

Meodels. Será que foi o que entendi?!
Confesso que fiquei imaginando o que será que esse esfíncter andou fazendo...

Márcio Calixto disse...

ú!,

nem tchi contu!

°°mila°° disse...

Uiui.

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